Espécie · Água doce
Siluro
Silurus glanis
O siluro é o maior peixe de água doce capturável em Portugal e um dos que mais atenção atrai entre pescadores de fundo e de amostra. É uma espécie introduzida, hoje incluída na lista nacional de espécies invasoras, o que implica particular atenção às regras aplicáveis à sua captura e manuseamento.
Ficha de espécie · Equipa Editorial Pesca Portugal · Última revisão editorial:

- Nome científico
- Silurus glanis
- Família
- Siluridae
- Habitat
- Albufeiras profundas, rios de curso lento, zonas com abrigo e fundo variado
- Tamanho típico
- Frequentemente entre 80 cm e 1,80 m, com exemplares muito maiores
- Alimentação
- Predador oportunista: peixe, crustáceos, anfíbios e carniça
- Estatuto
- Espécie não nativa, incluída na lista nacional de espécies invasoras
- Comestível
- Consumido nalguns contextos, com as reservas habituais de peixe predador de água doce
Factos rápidos
Identificação
- Corpo alongado, sem escamas, com pele lisa coberta de muco espesso, de tom acastanhado a esverdeado com manchas irregulares.
- Cabeça larga e achatada com boca muito grande guarnecida de numerosos dentes finos em forma de escova.
- Três pares de barbilhos: um par comprido no maxilar superior e dois pares mais curtos no queixo.
- Barbatana anal muito longa, que percorre quase todo o comprimento da parte inferior do corpo até à cauda.
- Ausência de barbatana adiposa, o que ajuda a distingui-lo de outros peixes de fundo de rio de menor porte.
Onde é encontrado em Portugal
O siluro foi introduzido na Península Ibérica a partir da bacia do Ebro e alargou progressivamente a sua distribuição para oeste. Em Portugal, a presença mais documentada associa-se a troços de água lenta e albufeiras da bacia do Tejo, havendo registos mais recentes de expansão na bacia do Douro. A situação é dinâmica e varia entre bacias, pelo que convém confirmar informação actualizada junto das entidades oficiais.
Prefere zonas com estrutura — troncos submersos, paredões, entradas de afluentes — onde se abriga durante o dia, tornando-se mais activo ao anoitecer e durante a noite. A sua expansão tem sido acompanhada com atenção pelas autoridades de conservação, dado o impacto potencial sobre espécies nativas.
Técnicas, iscos e amostras
- Pesca de fundo em albufeira: Montagens robustas com isco de peixe inteiro ou em pedaços, colocadas junto a estrutura ou em zonas de maior profundidade próximas de abrigo.
- Amostras de grande volume: Amostras de silicone de grande dimensão e vibração acentuada podem provocar reacções de predação, sobretudo em horas de baixa luminosidade.
- Pesca nocturna: Grande parte da actividade alimentar concentra-se ao entardecer e durante a noite; equipamento de segurança e sinalização é essencial nestas saídas.
- Material dimensionado ao peixe: Dado o porte que a espécie pode atingir, cana, carreto e linha devem ser dimensionados para permitir um combate seguro e um manuseamento rápido do peixe.
Sazonalidade
A actividade do siluro aumenta com o aquecimento da água, sendo tipicamente mais intensa do final da primavera ao início do outono, com picos de alimentação nocturna no verão.
No inverno a actividade reduz-se significativamente, concentrando-se sobretudo em zonas mais profundas e abrigadas das albufeiras. Este é um padrão biológico, não uma indicação de qualquer período legal de captura.
Pode comer?
A carne de siluro é consumida nalgumas regiões europeias, sobretudo a de exemplares mais pequenos, sendo descrita como firme e de sabor suave. Em Portugal o consumo é pouco comum.
Sendo uma espécie predadora de topo em águas paradas, e dado o seu estatuto de espécie invasora, qualquer decisão sobre captura, retenção ou consumo deve seguir sempre a informação oficial em vigor, sem qualquer presunção sobre regras de devolução obrigatória ou permitida.
Regras e boas práticas: siluro
- Estatuto
- Exótica invasora
- Tamanho mínimo
- Sem dimensão mínima fixada
- Limites de captura
- Águas interiores: limites diários e artes permitidas fixados no edital da zona de pesca.
- Entidade competente
- ICNF — águas interiores
Espécie exótica: a tabela do ICNF assinala condicionamentos específicos à captura e ao destino dos exemplares. Não a liberte noutra massa de água nem a utilize como isco vivo. O siluro está sujeito a vigilância reforçada: comunique capturas em bacias onde a espécie ainda não esteja instalada.
Veja como funciona a licença de pesca antes de sair para a água.
Os valores acima resumem a regulamentação geral e podem ser alterados por edital regional ou por legislação mais recente. Confirme sempre a informação oficial em vigor para a água onde vai pescar.
Locais relacionados
NorteRio Douro
Bacia onde a expansão da espécie tem sido registada mais recentemente.
- Fluvial
- Albufeiras
Centro/LisboaRio Tejo
Bacia com a presença mais documentada da espécie em Portugal, em troços lentos e albufeiras.
- Fluvial
- Albufeiras
Secção comercial
Equipamento para pescar siluro
Selecção de material adequado a esta espécie. Secção comercial, separada do conteúdo editorial acima.

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Perguntas frequentes
Como pescar siluro em Portugal?
A pesca de fundo com isco de peixe junto a estrutura, sobretudo ao entardecer e à noite em albufeiras profundas, é a abordagem mais comum, com material dimensionado ao porte da espécie.
Qual é o melhor isco para siluro?
Peixe inteiro ou em pedaços é o isco natural mais eficaz; amostras artificiais de grande volume também funcionam, sobretudo com vibração acentuada.
Onde se encontra siluro em Portugal?
A presença mais documentada situa-se em troços lentos e albufeiras da bacia do Tejo, com registos mais recentes de expansão na bacia do Douro. Por ser uma distribuição em mudança, confirme informação actualizada junto do ICNF.
O siluro é uma espécie invasora?
Sim, consta da lista nacional de espécies invasoras em Portugal. Confirme sempre junto do ICNF as regras de gestão aplicáveis antes de qualquer saída.
Pode comer-se siluro?
É consumido nalguns contextos, sobretudo exemplares mais pequenos, mas o consumo e a captura devem respeitar sempre as regras oficiais em vigor para espécies invasoras.
Qual é o tamanho mínimo do siluro em Portugal?
Não há dimensão mínima fixada para o siluro. Como exótica invasora, está sujeita a condicionamentos específicos do ICNF e nunca deve ser transportada viva nem libertada noutra massa de água.
Fontes oficiais a consultar
- ICNF — Pesca(abre em nova janela)
Enquadramento geral da pesca em águas interiores.
- ICNF — Perguntas frequentes de pesca em águas interiores(abre em nova janela)
Esclarecimentos práticos sobre espécies e regras de captura.
- ICNF — Lista Nacional de Espécies Invasoras(abre em nova janela)
Confirme o estatuto actualizado do siluro como espécie invasora.
Fontes oficiais consultadas / verificação editorial: 2026-09-11. Esta verificação diz respeito às fontes indicadas acima, não constitui garantia de que todas as regras em vigor estão aqui reflectidas.
Como verificámos esta página
Ficha de espécie · Equipa Editorial Pesca Portugal
- Última verificação
- Fontes consultadas
- ICNF — Pesca · ICNF — Perguntas frequentes de pesca em águas interiores · ICNF — Lista Nacional de Espécies Invasoras
- O que foi verificado
- Identificação, distribuição em Portugal e enquadramento legal do siluro foram confrontados com as fontes oficiais indicadas acima.
- O que não é garantido
- Medidas mínimas, épocas de defeso, quotas e regras locais mudam ao longo do ano e podem ser alteradas depois desta data. Confirme sempre na fonte oficial antes de pescar. Esta página não é aconselhamento jurídico.
Conteúdo da responsabilidade da equipa editorial, segundo a política editorial. Encontrou um erro? Diga-nos e corrigimos com a fonte oficial.

