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Boas práticas

Espécies invasoras: o que fazer quando as captura

Várias das espécies mais procuradas nas águas interiores portuguesas são exóticas invasoras. Isso não impede que se pesquem, mas altera duas coisas importantes: o que se faz com a captura e o cuidado a ter para não as espalhar para outras bacias.

Boas práticas · Equipa Editorial Pesca Portugal · Última revisão editorial:

Peixe de água doce a nadar em água escura
Fotografia de Wolfgang Hasselmann no Unsplash. Imagem ilustrativa.

Principais espécies exóticas nas águas portuguesas

Espécies exóticas frequentes na pesca em águas interiores. Consulte a listagem oficial em vigor.
EspécieOnde ocorreImpacto principal
AchigãAlbufeiras e troços lentos de todo o paísPredação sobre espécies nativas de pequeno porte
Lúcio-percaGrandes albufeiras do Sul e centroPredador eficiente em águas abertas
SiluroBacias do Tejo, Guadiana e DouroPredador de grande porte, altera a cadeia alimentar
Perca-solMuito disseminada em água paradaCompete e preda ovos e alevins
PimpãoCharcas, açudes e albufeirasDegrada a qualidade da água e compete por alimento

O que fazer ao capturar uma espécie invasora

  1. Identifique a espécie com segurança antes de decidir seja o que for.
  2. Não a devolva a outra água nem a transporte viva — é essa a acção que causa novas invasões.
  3. Cumpra o regime aplicável à espécie e à zona: em muitos casos, a devolução ao meio está expressamente vedada.
  4. Se retiver a captura, abata-a rapidamente e trate-a como qualquer outro pescado.
  5. Em caso de dúvida sobre a espécie ou o procedimento, registe fotografia e consulte a entidade competente.

Não transportar o problema no material

Não são só os peixes: plantas, invertebrados e organismos microscópicos viajam em botas, camaroeiros, redes e cascos de embarcação. O procedimento padrão internacional resume-se a três verbos.

  • Verificar: Inspeccione botas, camaroeiro, sacos e embarcação, removendo lama, vegetação e organismos visíveis.
  • Limpar: Lave o material com água limpa, de preferência quente, longe da linha de água.
  • Secar: Seque completamente antes de pescar noutra bacia; muitos organismos não sobrevivem à secagem total.

Porque isto importa

  • As espécies nativas ibéricas — boga, barbo, ruivaco, escalo — são em grande parte endémicas e têm distribuição limitada.
  • Uma vez estabelecida, uma espécie invasora é praticamente impossível de erradicar num sistema aberto.
  • A perda de nativas empobrece a própria pesca a médio prazo, reduzindo a diversidade de alvos.
  • Boas práticas dos pescadores são o factor que mais influencia o ritmo de novas introduções.

Para identificar correctamente cada peixe, consulte as fichas de espécie.

Fontes oficiais a consultar

Fontes oficiais consultadas / verificação editorial: 2026-09-30. Esta verificação diz respeito às fontes indicadas acima, não constitui garantia de que todas as regras em vigor estão aqui reflectidas.

Como verificámos esta página

Boas práticas · Equipa Editorial Pesca Portugal

Última verificação
Fontes consultadas
ICNF — Espécies exóticas invasoras · ICNF — Pesca em águas interiores
O que foi verificado
Que a informação apresentada remete para as entidades oficiais competentes e que as ligações às fontes estão activas à data indicada.
O que não é garantido
Medidas mínimas, épocas de defeso, quotas e regras locais mudam ao longo do ano e podem ser alteradas depois desta data. Confirme sempre na fonte oficial antes de pescar. Esta página não é aconselhamento jurídico.

Conteúdo da responsabilidade da equipa editorial, segundo a política editorial. Encontrou um erro? Diga-nos e corrigimos com a fonte oficial.

Perguntas frequentes

Posso devolver à água um achigã ou um siluro?

Depende do regime em vigor para a espécie e para a zona: para espécies exóticas invasoras, a devolução ao meio está frequentemente vedada. Confirme as regras aplicáveis junto do ICNF antes da saída.

Quais são as espécies invasoras mais comuns em Portugal?

Nas águas interiores, destacam-se o achigã, a perca-sol, o pimpão, o lúcio-perca e o siluro, com distribuições e impactos diferentes consoante a bacia.

Posso transportar peixe vivo de uma albufeira para outra?

Não. O transporte e a libertação de peixe vivo noutra água é uma das principais causas de novas invasões e constitui infracção.

Como desinfecto o material entre pescarias?

Verifique e remova lama e vegetação, lave com água limpa longe da linha de água e seque completamente o material antes de pescar noutra bacia.