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Peixes de rio em Portugal: espécies, épocas e tamanhos mínimos

Os rios portugueses albergam uma mistura rara de peixes nativos ibéricos, migradores anádromos e catádromos, e espécies introduzidas que hoje dominam muitas albufeiras. Esta página organiza as espécies de água doce mais relevantes para a pesca recreativa, com as regras oficiais que lhes aplicam.

Directório · Equipa Editorial Pesca Portugal · Última revisão editorial:

Peixes nativos dos rios portugueses

Estas espécies ocorrem naturalmente nas bacias hidrográficas portuguesas. Algumas são endemismos ibéricos; outras são migradores que sobem dos estuários para desovar. A maioria está sujeita a épocas de pesca, tamanhos mínimos ou condicionamentos específicos.

Espécies nativas de água doce mais procuradas em Portugal, com tamanho mínimo e época de pesca.
EspécieTamanho mínimoÉpoca / notasFicha
Truta-de-rio (Salmo trutta)Definido por edital regionalÉpoca de salmonídeos (geralmente março–julho)truta
Barbo-comum (Luciobarbus bocagei)20 cm (barbo-de-cabeça-pequena)Fechado de 16 de março a 14 de junhobarbo
Boga (Pseudochondrostoma polylepis)15 cmFechado de 16 de março a 14 de junhoboga
Escalo (Squalius spp.)Sem dimensão mínima fixadaConfirmar edital da zonaescalo
Ruivaco (Achondrostoma oligolepis)Sem dimensão mínima fixadaEndemismo ibérico sensívelruivaco
Verdemã (Cobitis paludica)Sem dimensão mínima fixadaEndemismo ibérico sensívelverdema
Enguia-europeia (Anguilla anguilla)22 cm (DGRM)Muito limitada em água doceenguia
Sável (Alosa alosa)35 cmProibido em vários rios; permitido em Aguieira, Castelo do Bode e Alquevasavel
Lampreia-marinha (Petromyzon marinus)35 cm (ICNF) / 60 cm (DGRM)Pesca profissional específicalampreia

Exóticas e invasoras

Estas espécies foram introduzidas pelo Homem e estão hoje disseminadas. Algumas constam da lista nacional de espécies invasoras, o que implica regras especiais de manuseamento e destino. Nunca as liberte nem as transporte vivas para outra massa de água.

Espécies exóticas e invasoras de água doce em Portugal.
EspécieEstatutoTamanho mínimoFicha
Achigã (Micropterus salmoides)Exótica20 cm em albufeirasachiga
Carpa (Cyprinus carpio)Exótica de longa introduçãoSem dimensão mínima fixadacarpa
Perca-sol (Lepomis gibbosus)InvasoraSem dimensão mínima fixadaperca-sol
Lúcio (Esox lucius)InvasoraSem dimensão mínima fixadalucio
Lucioperca (Sander lucioperca)InvasoraSem dimensão mínima fixadalucioperca
Siluro (Silurus glanis)InvasoraSem dimensão mínima fixadasiluro
Tenca (Tinca tinca)ExóticaSem dimensão mínima fixadatenca
Pimpão (Carassius auratus)InvasoraSem dimensão mínima fixadapimpao
Alburno (Alburnus alburnus)InvasoraSem dimensão mínima fixadaalburno
Góbio (Gobio lozanoi)ExóticaSem dimensão mínima fixadagobio
Peixe-gato (Ameiurus melas)InvasoraSem dimensão mínima fixadapeixe-gato

Regras gerais em águas interiores

  • A pesca em águas interiores em Portugal continental exige licença de pesca lúdica.
  • As épocas de pesca, tamanhos mínimos e artes permitidas estão na Portaria n.º 360/2017 e nos editais das zonas de pesca.
  • Truta, achigã em albufeiras, e barbos/bogas/escalos têm defesos nacionais.
  • Espécies invasoras não devem ser libertadas nem transportadas vivas.
  • Rios sob jurisdição das capitanias (Minho, Cávado, Douro, Mondego, Ria de Aveiro, etc.) têm defesos próprios para lampreia, sável e savelha.

Fontes oficiais a consultar

Fontes oficiais consultadas / verificação editorial: 2026-09-14. Esta verificação diz respeito às fontes indicadas acima, não constitui garantia de que todas as regras em vigor estão aqui reflectidas.

Como verificámos esta página

Directório · Equipa Editorial Pesca Portugal

Última verificação
Fontes consultadas
ICNF — Pesca em águas interiores · Portaria n.º 360/2017
O que foi verificado
Que a informação apresentada remete para as entidades oficiais competentes e que as ligações às fontes estão activas à data indicada.
O que não é garantido
Medidas mínimas, épocas de defeso, quotas e regras locais mudam ao longo do ano e podem ser alteradas depois desta data. Confirme sempre na fonte oficial antes de pescar. Esta página não é aconselhamento jurídico.

Conteúdo da responsabilidade da equipa editorial, segundo a política editorial. Encontrou um erro? Diga-nos e corrigimos com a fonte oficial.

Perguntas frequentes

Quais são os peixes mais comuns nos rios portugueses?

Nos troços fluviais comuns encontram-se barbo, boga, escalo e, nos troços frios, truta. Nas albufeiras e zonas de água parada dominam achigã, carpa, perca-sol e outras espécies introduzidas.

Qual é o defeso dos barbos e bogas?

De acordo com a Portaria n.º 360/2017, barbos, bogas, bordalo e escalos não podem ser pescados entre 16 de março e 14 de junho.

Posso pescar truta em qualquer altura do ano?

Não. A época da truta-de-rio em águas interiores é definida anualmente pelo ICNF; em 2026 corresponde a 1 de março a 31 de julho, mas editais regionais podem alterar datas e limites.

O que fazer se capturar uma espécie invasora?

Não a liberte nem a transporte viva para outra massa de água. Siga as orientações do ICNF para o destino adequado. Em alguns casos, a devolução à água é proibida.