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Espécie · Mar e estuários

Caranguejo-verde: identificação, habitat e apanha

Carcinus maenas

O caranguejo-verde é um crustáceo nativo da costa europeia e comum em estuários, sapais, poças de maré e zonas rochosas portuguesas. Apesar do nome, pode ser verde, castanho, cinzento ou avermelhado. É parte natural dos ecossistemas costeiros nacionais; a abundância local não deve ser confundida com estatuto de espécie invasora em Portugal.

Ficha de espécie · Equipa Editorial Pesca Portugal · Última revisão editorial:

Ilustração de um caranguejo-verde sobre areia e pequenas rochas.

Factos rápidos

Nome científico
Carcinus maenas
Grupo
Crustáceo decápode
Estatuto em Portugal
Nativo
Habitat
Estuários, sapais, poças de maré e costa rochosa
Traço distintivo
Cinco dentes de cada lado da frente da carapaça
Alimentação
Bivalves, pequenos crustáceos, vermes e detritos
Tamanho mínimo
4 cm na tabela DGRM de 26-02-2026; ver nota de divergência
Cuidado
Pinças móveis; manusear pelo dorso da carapaça

Identificação

  • Carapaça aproximadamente pentagonal, mais larga do que comprida, com cinco dentes bem visíveis em cada lado entre o olho e a extremidade lateral.
  • O último par de patas é estreito e caminhador, não achatado em remo como no caranguejo-azul.
  • A cor é variável e depende de muda, habitat e fase de vida; um exemplar vermelho pode continuar a ser Carcinus maenas.
  • Confirme a forma da carapaça e das patas, não apenas a cor ou o tamanho.

Onde é encontrado em Portugal

Ocorre naturalmente na costa atlântica europeia e é frequente ao longo do litoral continental português.

Tolera variações de salinidade e temperatura, usando estuários, sapais, lodo, rocha, poças de maré e estruturas portuárias.

Procura abrigo sob pedras, algas e objetos submersos na baixa-mar. Recoloque pedras na posição original depois de observar a fauna.

Alimentação e comportamento

É um omnívoro oportunista que preda bivalves, poliquetas, pequenos crustáceos e outros invertebrados, consumindo também detritos.

Serve de presa a peixes, aves e cefalópodes. A sua atividade e posição no estuário variam com maré, salinidade, abrigo e temperatura.

Observação e apanha responsável

  • Procura na zona entremarés: Na baixa-mar, observe sob pedras e algas sem revolver grandes áreas. Volte a colocar cada abrigo na posição em que o encontrou.
  • Identificação segura: Conte os cinco dentes laterais e confirme que as patas posteriores não formam remos. Use um recipiente baixo para observar sem lesar o animal.
  • Antes da apanha: Confirme se a zona permite apanha, qual a licença exigida e que utensílios são autorizados; viveiros, concessões e áreas protegidas têm regras próprias.

Sazonalidade

Pode ser observado todo o ano. A atividade superficial aumenta geralmente em condições mais amenas e acompanha a maré.

Não existe uma época universal de apanha derivada da sua biologia; consulte sempre as regras da zona.

Utilização e segurança

Pode ter utilização como isco ou alimento em contextos autorizados, mas essa utilização depende das regras de captura, transporte e zona.

Não recolha em locais sujeitos a contaminação, interdição sanitária, concessão ou proteção especial.

Conservação e manuseamento

Por ser nativo, desempenha funções ecológicas como predador e presa. Recolha apenas quando legal e necessário.

Não deixe baldes, fios ou armadilhas improvisadas na zona entremarés e não transporte organismos vivos entre massas de água.

Regras e boas práticas: caranguejo-verde

Estatuto
Nativa em Portugal
Tamanho mínimo
4 cm na tabela DGRM de 26-02-2026; uma ficha DGRM de 02-03-2026 indica «não se aplica», pelo que deve confirmar a interpretação atual
Limites de captura
No continente integra o limite agregado de 2 kg para outros organismos não piscícolas, dentro do limite geral diário
Entidade competente
DGRM — pesca lúdica marítima; autoridades regionais nos Açores e Madeira

Áreas protegidas, concessões aquícolas e avisos sanitários podem impedir a apanha.

Veja como funciona a licença de pesca antes de sair para a água.

Os valores acima resumem a regulamentação geral e podem ser alterados por edital regional ou por legislação mais recente. Confirme sempre a informação oficial em vigor para a água onde vai pescar.

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Perguntas frequentes

O caranguejo-verde é invasor em Portugal?

Não. Carcinus maenas é nativo da costa europeia e integra naturalmente os ecossistemas costeiros portugueses, embora seja invasor noutras regiões do mundo.

O caranguejo-verde é sempre verde?

Não. Pode ser verde, castanho, cinzento ou avermelhado; a identificação deve usar a forma da carapaça e das patas.

Como distinguir do caranguejo-azul?

O caranguejo-verde não tem os grandes espinhos laterais nem o último par de patas achatado em remo que caracterizam Callinectes sapidus.

Posso apanhar caranguejo-verde?

Só depois de confirmar licença, utensílios, limite e permissões da zona. Áreas protegidas, concessões aquícolas e interdições sanitárias podem impedir a apanha.

Qual é o tamanho mínimo?

A tabela DGRM de 26 de fevereiro de 2026 indica 4 cm, mas uma ficha DGRM posterior assinala «não se aplica». Por prudência, respeite os 4 cm e confirme a interpretação atual com a DGRM.

Fontes oficiais a consultar

Fontes oficiais consultadas / verificação editorial: 2026-09-30. Esta verificação diz respeito às fontes indicadas acima, não constitui garantia de que todas as regras em vigor estão aqui reflectidas.

Como verificámos esta página

Ficha de espécie · Equipa Editorial Pesca Portugal

Última verificação
Fontes consultadas
DGRM — FAQ da pesca lúdica 2026 · DGRM — Crustáceos · IPMA — recursos marinhos
O que foi verificado
Identificação, distribuição em Portugal e enquadramento legal do caranguejo-verde foram confrontados com as fontes oficiais indicadas acima.
O que não é garantido
Medidas mínimas, épocas de defeso, quotas e regras locais mudam ao longo do ano e podem ser alteradas depois desta data. Confirme sempre na fonte oficial antes de pescar. Esta página não é aconselhamento jurídico.

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